quinta-feira, 28 de abril de 2016

Oficina de Artes Cênicas - O Espelho



Oficina Artes Cênicas - O Espelho
SESC Campos -

de 5 a 26 de maio - das 15 às 18h
Tendo o Espelho como elemento cênico desenvolver uma pesquisa no universo surrealista do dramaturgo Espanhol Fernando Arrabal tendo como pano de fundo os textos: Fando e Lis e Guernica.
Com o ator poeta e Diretor de Teatral: Artur Gomes





sexta-feira, 22 de abril de 2016

jura secreta 54


jura secreta 54

moro no teu mato dentro 
não gosto de estar por fora 
tudo que me pintar eu invento 
como o beijo no teu corpo agora 

desejo-te pelo menos enquanto resta 
partícula mínima micro solar floresta 
sendo animal da Mata Atlântica 
quântico amor ou meta física 
tudo o que em mim não há respostas 

metáfora d'Alquimim fugaz Brazílica 
beijo-te a carne que te cobre os ossos 
pele por pele pelas tuas costas 

os bichos amam em comunhão na mata 
como se fosse aquela hora exata 
em que despes de mim o ser humano 
do corpo rasgamos todo pano 
e como um deus pagão pensamos sexo. 



Artur Gomes

domingo, 17 de abril de 2016

urbana blue



urbana blue

meu corpo entre automóveis e bicicletas
não sei direito o que move minhas pernas
não sei esquerdo o que move meus sentidos
meu filho toca sua banda
num Rio de desespero
meu amor voou pro norte
aqui na janela um vento sul
procuro a minha lira no tempo
do relógio que morde os ponteiros
da medula
na bula de remédio afasto o tédio
e aumento o som do sepultura

Artur Gomes

quarta-feira, 13 de abril de 2016

fulinai métrica



fulinai métrica


o mar
na linha do horizonte
de guaxindiba a ipanema
ponte de onde salto
para o outro lado do poema


Artur Gomes

foto: Artur Gomes Gumes

segunda-feira, 11 de abril de 2016

jura secreta 115



Jura Secreta 115

esse teu olho que me olha
azul safira – ou mesmo
verde/esmeralda fosse
pedra – pétala rara
carne da matéria doce
ou mesmo apenas fosse
esse teu olho que me molha
quando me entregas do mar
toda alga que me trouxe

sexta-feira, 8 de abril de 2016

poemix poemax



poemix

o outro lado
do des/conhecido
é turvo

 o outro lado
é claro




 poemax

o espanto
não tem dono
me pega no sono
quando acordo


e traça
um som incrível
como o sol
do fim do dia


quando amanheço
sou apenas
esse relâmpago insaciável
sem palavras
para aplacar o que não sei

Artur Gomes