quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

esfinge


Esfinge





o amor 
não e apenas um nome 
que anda por sobre a pele 

um dia falo letra por letra 
no outro calo fome por fome 
é que a pele do teu nome 
consome a flor da minha pele 

cravado espinho na chaga 
como marca cicatriz 
eu sou ator ela esfinge 
ana alice/beatriz 

assim vivemos cantando 
fingindo que somos decentes 
para esconder o sagrado 
em nosso profanos segredos 

se um dia falta coragem 
a noite sobra do medo 

na sombra da tatuagem 
sinal enfim permanente 
ficou pregando uma peça 
em nosso passado presente 

o nome tem seus mistérios 
que se escondem sob panos 

o sol e claro quando não chove 
o sal e bom quando de leve 
para adoçar desenganos 
na língua na boca na neve 

o mar que vai e vem 
não tem volta 

o amor é a coisa mais torta 
que mora lá dentro de mim 
teu céu da boca e a porta 
onde o poema não tem fim 
artur gomes 
http://juras-secretas.blogspot.com/

Um comentário:

  1. Foi um prazer enorme encontrar um espaço dedicado
    aos poetas e poetisas.
    Eu não sou poetisa mais profunda admiradora
    desse maravilhoso dom da escrita.
    No ano passado publiquei meu primeiro livro
    quem sabe esse ano ainda não publico o segundo,
    porém é tudo muito difícil aos autores desconhecidos.]
    Minha blog me limito a postar poemas de amigos aqui encontrei lindos e encantadores poemas.
    Carinhosamente seguindo seu blog deixando meu convite para conhecer o meu.
    uma linda semana beijos,Evanir..

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