terça-feira, 27 de setembro de 2011

conexões urbanas - último sábado no ciep Clóvis Tavares


O projeto conexões urbanas faz no próximo sábado sua última rodada no ciep Clóvis Tavares no Parque Esplanada/Leopoldina. A partir do sábado 8/10 conexões urbanas estará acontecendo em Ururaí. Conexões Urbanas é uma realização do Sesc Rio executado por sua unidade de Campos, tem coordenação de Helô Landin e produção de Nelsinho Martins(Meméia) e tem  em sua equipe de professores Jhony Nunes(grafite), Tim Carvalho(dança), Luciano Paes(skate) e Jorginho(basquete de rua). 

mala da fama

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

dani rauen lançamento

conexões urbanas


Neste sábado mais uma rodada do projeto conexões urbanas no ciep Clóvis Tavares das 14 as 17h com oficinas de gravite, skate, basquete de rua e dança de rua, com Jhony Nunes, Luciano Paes, Jorginho e Tim Carvalho. O Conexões é um Projeto do Sesc Rio executado aqui através do Sesc Campos, com coordenação de Helô Landin e produção de Nelsinho Martins (Meméia).

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

jiddu saldanha entrevista may pasquetti

fonte: http://curtabrisa.blogspot.com 
May Pasquetti é atriz, poeta e completará sua formação em biologia este ano. É Gaúcha de Bento Gonçalves, a cidade que realiza o Congresso Brasileiro de Poesia a quase 20 anos. Atualmente vive e estuda em Porto Alegre. 

Escolhida para protagonizar o primeiro filme do Projeto Cinema Possível em HD, uma produção de 2011; May Pasquetti não é só um rosto bonito das terras gaúchas, mais que isso, ela é uma pessoa que transborda humanidade e inspiração. Sensível, debochada, brincalhona, tem o toque mágico das atrizes de cinema.

May Pasquetti. Um passeio pela cidade de Paris - 2010.
Cinema Possivel – Fale um pouco da sua vida, sua história, as lembranças da cidade de Bento Gonçalves, sua terra natal.

May Pasquetti - Vivi em Bento durante toda a minha infância e adolescência, até os 17 anos. Tenho milhares de lembranças sobre a cidade, de todos os tipos. Bento é uma cidade muito bonita; diria que em uma primeira impressão seria arrumada e aconchegante. É um lugar ótimo para conhecer e passar um tempo, mas sempre tive dificuldades para ver a cidade como minha casa. Imagino que essa sensação tenha relação com a falta de oportunidade para minhas áreas de interesse (artes e biologia) e com o aspecto provinciano da cidade.

A colonização prioritariamente italiana dá um tom conservador e muito ligado as aparências e isso me incomoda! A parte isso, tive uma ótima infância: brinquei muito na rua, subi em árvores, vivia com as pernas roxas! Adorava correr pelo “calçadão”, como chamamos a praça do chafariz de vinho, em frente à prefeitura. Passei boa parte da minha adolescência no shopping Bento com a “galera da lan house”, onde conheci meu primeiro namorado e fiz bons amigos. Não era muito próxima dos meus colegas da escola, na verdade fiquei mais amiga dos meus professores! Enfim, tenho carinho pela cidade, retorno pra lá mais ou menos a cada 15 dias para visitar meus pais, e tenho sim boas lembranças de lá. Recomendo muito para conhecer e realmente há vinhos ótimos e vinícolas lindas! E claro, no Congresso de Poesia, Bento Gonçalves se transforma!

CP – Como foi que você se interessou pela poesia.

MP - Meus pais sempre me incentivaram a ler. Desde pequena fui uma grande devoradora de livros. Descobri alguns poetas nas aulas de português/literatura do colégio, mas o interesse de conhecer mais veio por conta própria. E claro, desde que venho participando do Congresso de Poesia de Bento Gonçalves, e que comecei a me arriscar a escrever, tenho cada vez mais contato.

CP – Quais são seus poetas preferidos, vivos e mortos. Você tem alguma predileção?

MP - Nossa! Posso fazer uma lista enorme. Não tenho predileções. Acho que um dos pontos altos da poesia é justamente o fato dela ser mutável: cada vez que leio um poema surge uma nova interpretação. Então, os meus poetas prediletos acabam variando muito de acordo com o momento em que estou vivendo. Não vou citar nome de amigos pra não esquecer alguém! Mas pra citar alguns dos clássicos adoro Vinícius de Moraes, Mário Quintana, Mário de Andrade, Drummond, Neruda, Torquato Neto, Arnaldo Antunes, Baudelaire, Leminski, Ferreira Gullar, Florbela, Augusto dos Anjos, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Rimbaud e muitos outros.

os sons lépidos
das palavras sórdidas
de um convite rápido
com desejos tórridos

depois cálida
flutuo límpida
me sentindo única
nos teus braços súbitos

(May Pasquetti)

 CP – No congresso de Poesia, em Bento, você é conhecida por dominar uma parte do repertório do poeta Artur Gomes, como foi que você se aproximou da poesia dele?

MP - Durante o Congresso Brasileiro de Poesia os poetas visitam as escolas da cidade fazendo apresentações e palestras, e a minha foi uma dessas. Lembro de irem dois anos seguidos Artur Gomes, Nayman, Christian (acho que era esse o nome, um menino moreno bem novo, não vi ele nos últimos congressos) e o próprio Jiddu Saldanha (que eu ajudei numa mímica, algo como segurar um copo imaginário que ele enchia). Depois disso procurei o Artur na internet (acho que ele colocou o orkut e o blog dele no quadro) e começamos a conversar. Um dia, perto de julho de 2006, ele me enviou umas cenas de teatro dele, e disse que queria encená-las no Congresso e eu me convidei para participar. Naquele ano Artur foi uma semana antes pra Bento para ministrar uma Oficina de Poesia Falada, da qual também participei, e ensaiamos. Desde então venho participando com ele do Congresso de Poesia. Também fizemos um recital juntos na Fenavinho Brasil 2007 e participamos do III VMH New Scene, no Rio.

May Pasquetti, meio musa, meio poeta, gente por inteira!
CP – Atualmente na universidade, você está estudando em Porto Alegre, fale um pouco da sua formação, projetos para o futuro e possibilidades dentro do mercado de trabalho.

MP - Estou terminando o curso de Licenciatura em Ciências Biológicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. As possibilidades no mercado dentro de Biologia são bastante amplas, o curso permite desde a docência em escolas de Educação Básica até a pesquisa de ponta em grandes empresas e Universidades. Eu pretendo seguir estudando na área de Bioquímica. Vou me formar no final deste ano (2011) e entrar para o Mestrado.

tempo
grandeza vã

capaz de se perder
no espaço
esfacelar-se em pó

dono de longos
e ligeiros passos
faz-se ausente
até deixar-nos
sós

(May Pasquetti)


CP – Como surgiu teu interesse pelo Cinema Possível.

MP - Sou uma grande admiradora de todos os tipos de arte. Conheci o Jiddu no Congresso de Poesia faz 5 anos, e desde então temos feito alguns pequenos filmes, que rodam pelo Youtube. Já vi vários filmes produzidos pelo projeto e achei todas as idéias do Cinema Possível incríveis. Agora em 2010 surgiu essa idéia do curta e Jiddu me convidou para filmar com Artur e Jorge. E tem sido ótimo! Agora não paro mais!

CP – Quem é Mayara Pasquetti por Mayara Pasquetti?

MP - Uma doida responsável, extremamente determinada e persistente, que adora arte de todos os tipos e que tenta fazer as outras pessoas gostarem também, uma (quase) bióloga, alguém que tenta ajudar os amigos sempre que pode, uma aprendiz de poeta, uma chata perfeccionista pra caramba, mas acho que antes de tudo sou alguém em constante aprendizado, que tenta tirar o máximo de todas as situações e que ainda tem muito pra aprontar por aí!

Marisa Vieira comenta May Pasquetti.

A primeira vez que assisti uma apresentação de May Pasquetti fiquei impressionada com tamanho talento de uma moça tão jovem. Praticamente uma "Pagu" da nova geração.

May tem uma ousadia de misturar o sagrado com profano e ainda te deixar com o gostinho de querer beber mais de sua poesia.

No palco é singular, consegue ser várias e ao mesmo tempo uma só, uma atriz revelação, dividir o palco com May Pasquete foi e sempre será uma grande honra!

Fico por aqui torcendo que o "Brisa" possa soprar aos quatro cantos do mundo e todos possam conhecer o talento e poesia de May Pasquetti.

Navegue no blog de Marisa Vieira - Clique aqui
Conheça a página dela no Alma de Poeta clicando aqui

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Fulinaimagem Artur Gomes & May Pasquetti

clic aqui para ver o vídeo

 Desde 1996 quando pela primeira vez, convidado por Ademir Antônio Bacca fui ao Congresso Brasileiro de Poesia, que Bento Gonçalves faz parte anualmente da minha agenda na primeira semana de outubro. A experiência vivida na cidade, falando poesia nas ruas, nas praças, nas Escolas no Hospital e no Centro de Recuperação Psiquiátrica, além do convívio com os mais de 100 poetas brasileiros que lá comparece,m a cada edição do evento é indescritível.

Lá estaremos mais uma ao lado de Jiddu Saldanha, Tanussi Cardoso, Ronaldo Werneck, Rodrigo Mebs, Claudia Gonçalves, Laura Esteves, Jorge Ventura, Telma da Costa, Eduardo Tornagui, Dalmo Saraiva, Glauter Barros, May Pasquetti, ee tantos outros poetas brasileiros, chilenos e uruguaios.

Lá conheci minha parceira de palco May Pasquetti e com ela venho desenvolvendo desde 2006 as performances com as quais me apresento no Congresso. Este ano vamos focar poeticamente a loucura e suas múltiplas facetas no recital O Delírio é A Lira do Poeta se O Poeta Não Delira Sua Lira não Profeta, com poemas da minha lavra, além de Torquato Neto, Adélia Prado, Sérgio Sampaio, Eliakin Rufino e Affonso Romano de Sant´anna, o homenageado deste ano.

Afiando a carNAvalha
para Eliakin Rufino

cocada agora
só se for de coco
paçoca de amendoin

cigarro só se for de palha
cacique só se for da mata
linguagem só tupiniquim


bala só se for de prata
água só se aguardente
tônica só se for com gin

estado só se for de surto
eleição só se for sem furto
brilho só no camarim

golaço só se for de letra
ronaldo nem se  for gaúcho
malandro só se mandarim

política só se for decente
partido só sem presidente
governo eu que mando em mim

batismo só se for de pia
congresso só de poesia
reinaldo pode ser   jardim


ArturGomes

programação completa aqui


curso de fotografia

terça-feira, 20 de setembro de 2011

paulo ciranda no velho armazem


Paulo Ciranda
Neste sábado, 24 de setembro – 21:00hs
Com participação do percussionista Marcos Niedo
Local: Velho Armazém
Praia de São Francisco, 6 – Niterói-RJ

Revista Fórum comemora 10 anos dia 24/09 com festa/debate

Evento será na Casa Fora do Eixo e terá 10 horas de duração com transmissão pela internet.
No sábado, dia 24 de setembro, a Fórum convida os leitores e amigos do projeto a participarem da comemoração de 10 anos da revista. Serão dez horas (10h às 20h) de debates, shows e apresentações artísticas, na Casa Fora do Eixo de São Paulo (Rua Scuvero, 282), com transmissão ao vivo pela internet. 

Cultura, mídia, política internet, redes, revoluções e muitos outros temas que marcaram esta década farão parte dos debates. Entre os provocadores que vão debater com os convidados, estarão Ivana Bentes, Lino Bocchini, Maria Frô, Pablo Capilé, Renato Rovai, Rodrigo Savazoni, Rodrigo Vianna e Sérgio Amadeu.

Sobre a Fórum

Em setembro de 2001, nascia o projeto de uma revista inspirada nas temáticas que haviam sido debatidas no então 1º Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre (RS).

Na ocasião, os movimentos sociais, populares, sindicais e ambientais se reuniram para dar voz às suas demandas e dizer não ao pensamento único. A Fórum nasceu com o compromisso de ser pautada pelos interesses da sociedade. Dez anos depois, a revista permanece do mesmo lado.

A edição número 102, de setembro, que está nas bancas, traz um pouco da história desta década. A Fórum selecionou dez entrevistas que considera as mais importantes do período: Boaventura de Sousa Santos, Ciro Gomes, Eduardo Galeano, José Dirceu, José Saramago, Mano Brown, Marilena Chauí, Raúl Reyes, Sebastião salgado e Yasser Arafat. Em cada uma delas há uma contextualização escrita por aqueles que as realizaram. A edição especial ainda traz artigos analíticos sobre a década assinados pelos colaboradores da revista.

Ainda em comemoração aos 10 anos, a Fórum faz neste mês uma campanha de assinaturas, com descontos especiais. Durante o mês haverá uma série de tuitaços com a hashtag #Forum10.

Acesse www.revistaforum.com.br/10anos para baixar o convite da festa. 


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O Delírio é a Lira do Poeta


Desde a primeira vez que pisram juntos o palco, em 2006 para homenagear Mário Quintana, que Artur Gomes e May Pasqueti vem afinando a química que os envolve num diálogo refinado que vai do delírio do lírico ao delicado do Erótico. Eles já foram atração na Fenavinho, em 2007, com Celebração do amor em Estado de Vinho e Uva, e no Congresso Brasileiro de Poesia em Bento Gonçalves.

Em Bento Gonçalves voltaram a estar juntos em, 2009  e 2010, bem como no Parque das Ruínas em Santa Teresa – Rio de Janeiro no evento Pop Rock Poesia, onde foi filmado o vídeo abaixo. Este ano com um repertório que vai da poesia de Artur Gomes a Sérgio Sampaio, passando por Torquato Neto, Paulo Leminski, Adélia Prado e Affonso Romano de Sant´anna eles apresentam o espetáculo poético O Delírio é A Lira do Poeta se o Poeta Não Delira sua Lira não Profeta.

Delírio 1

de Dante a Chico Buarque 
todos os poetas 
já cantaram suas musas 

Beatriz são muitas 
Beatriz são quantas 
Beatriz são todas 
Beatriz são tantas 

algumas delas na certa 
também já foram cantadas 
por este poeta insano e torto 
pra lhes trazer o desconforto 
do amor quando bandido 

Beatriz são nomes 
mas este de quem vos falo 
não revelo o sobrenome 

está no filme sagrado 
na pele do acetato 
na memória do retrato 
Beatriz no último ato 
da Divina Comédia Humana 
quando deita em minha cama 
e come do fruto proibido 

Delírio 2

te procurei na Ipiranga 
não te encontrei na Tiradentes 
nas tuas tralhas tuas trilhas 
nos trilhos tortos do Braz 
fotografei os destroços 
na íris do satanás 

a cara triste da Mooca 
a vaca morta no trem 
beleza no caos: urbana 
beleza é isso também 

meu bem ainda mora distante 
deste bordel carnavalho 
a droga a erva o bagulho 
Tietê um tonto espantalho 

Delírio 3

nossas palavras escorrem
pelo escorrer dos anos
estradas virtuais fossem algaravias
nosso desejo que não se concreta

e
eu tenho a fome entre os dedos
a sede entre os dentes
e a língua sobre a escrita
que ainda não fizemos

e o que brota desse amor latente
se o desejo é tua boca
no lençol dos dias?

Delírio 4

não sou iluminista nem pretender 
eu quero o cravo e a rosa 
cumer o verso e a prosa 
devorar a lírica a métrica 
a carne da musa 
seja branca negra amarela 
vermelha verde ou cafuza 

eu sou do mato 
curupira carrapato 
sou da febre sou dos ossos 
sou da Lira do Delírio 
São Virgílio é o meu sócio 

Pernambuco Amaralina 
vida breve ou sempre vida/severina 
sendo mulher ou só menina 
que sendo santa prostituta 
ou cafetina devorar é minha sina 
e profanar é o meu negócio 

Delírio 5

- essa estrada que vai dar
no mar dos teus mistérios
ou
essa estrada que vai dar
no mar dos teus silêncios
ou
apenas o caminho para o mar
na coluna vertebral
dos teus suplícios
ou
o poema puro ofício
de te oferecer amor, meu vício
e te querer estrada. sim

Federico Budelaire – viagens insanas

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Qualquer lá no Teatro Renascença


primeiro disco solo da cantora Dani Rauen

Acontece dia 1o de outubro, no Teatro Renascença, o lançamento do primeiro disco solo da cantora Dani Rauen, Qualquer lá.

Dani Rauen começou sua carreira em 1999 como vocalista da Suco Electrico. E foi à frente da Suco Electrico que fez escola no palco, pegou a estrada, chegando a tocar no circuito Banco do Nordeste e a abrir o show do mutante Arnaldo Baptista em Porto Alegre, além de participar de programas e festivais como “Covernation” da MTV, Festival Morrostock, Festival Grito Rock e de lançar sete discos entre demos, EPs e oficiais.

Após dez anos de Suco, Dani Rauen desengavetou um antigo projeto: Fazer um disco de interpretações. Um disco onde pudesse rir e cantar a dor de cotovelo. Desplugou as guitarras e deu outra perspectiva para músicas que fizeram parte de sua vida.
Composto de interpretações e releituras, o disco nasceu da vontade de experimentar outras vertentes além do rock e de se reinventar como intérprete.

A busca do repertório foi em cima de músicas com potencial de transformação. Bandas de rock, antigos parceiros, material da própria Suco serviram como base para a criação deste novo universo.


Nelson Coelho de Castro faz uma participação especial na sua própria música, Quando eu feri.

Qualquer lá – uma das duas faixas autorais –, nascida durante as gravações, tem letra de Dani Rauen e música de Toneco da Costa. A música acabou dando nome ao disco por conter a sua essência; a música fala de tomar caminhos diferentes, desconhecidos e seguir para qualquer lá.

Serviço
O que: Dani Rauen lança seu primeiro disco, Qualquer Lá
Quando: Dia 1o de outubro, sábado, às 21 horas
Onde: Teatro Renascença – Av. Érico Veríssimo, 307
Quanto: R$20 no local
Ingressos antecipados: R$15 na Palavraria – Vasco da Gama, 165

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Samba e cultura no mercado


90 anos do Mercado Municipal de Campos

Hoje a partir das 18:oohs com os grupos Roni Águia e o Quarteto Samba, Arquitetura do Samba, Capoeira e Samba de Roda com a Associação dos profissionais de Capoeira do Norte Fluminense, Navio Negreiro, Afro-Arte Brsil Memorial Mestre Dendê.

Apoio Cultural: Jornal e Instituto O Papel e Kanal Produções

Mercado Municipal

Rua Tenente Coronel Cardoso/Rua Barão do Amazonas
Centro

O Mercado Municipal trocou de local três vezes, de acordo com as mudanças que ocorreram na cidade. Primeiro funcionou nas proximidades do Porto das Barcas do Rio Paraíba do Sul, que era onde tinha grande movimentação de pessoas e de cargas. Depois foi para a rua Oliveira Botelho, que até hoje os mais antigos moradores chamam de rua do Mercado. Entre a década de 40 e 50, o Mercado funcionou no largo onde atualmente é a Praça Chá-Chá-Chá.
Finalmente mudou-se para o atual local, anos após parte de um lago ter sido aterrado, com terra que foi retirada do morro onde se construiu o Liceu de Humanidades de Campos. O que deu origem ao mercado foi a iniciativa do feirante, Antônio João de Faria, que no início do século 20 tirava legumes, bananas, laranjas do porto e ia vender ali no aterro, que se formou uma grande terreno na área central. Outros feirantes vieram e, depois, deu orígem ao Mercado Municipal.

Fonte: joão pimentel http://camposfotos.blogspot.com

terça-feira, 13 de setembro de 2011

vinicius ipanema de moraes - sesc campos

XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA HOMENAGEIA O POETA AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA


           

Como já é tradição em todo o início de outubro, mais uma vez a cidade gaúcha de Bento Gonçalves, a Capital Brasileira da Uva e do Vinho, abrirá suas portas para a caravana de poetas que irão participar – entre os dias 03 e 08 daquele mês – da décima-nona edição do Congresso Brasileiro de Poesia, um dos maiores encontros de poetas das três Américas.

Tendo como tema “A Poesia Vivida”, em homenagem ao poeta mineiro Affonso Romano de Sant’Anna, aproximadamente cem poetas dos mais diversos estados brasileiros e de alguns países latino-americanos já confirmaram presença, e irão protagonizar uma programação diversificada, composta por muitos recitais, performances, rodas de poesia, espetáculo teatral, palestras nas escolas e debates sobre as diversas formas do fazer poético.

A abertura do evento acontece no Salão Nobre da Prefeitura Municipal às 17 horas do dia 03 de outubro, com recital do poeta homenageado e performance do grupo carioca “Simplesmente Poesia”, que contará um pouco da vida de Affonso Romano de Sant’Anna.

À noite, no anfiteatro Ivo Da Rold, na Fundação Casa das Artes, o escritor Rodney Caetano (Curitiba) apresentará a palestra “A descida de Sant’Anna aos infernos da modernidade”, tendo como mediador o poeta carioca Eduardo Tornaghi. A seguir, será a vez do homenageado, que abordará o tema do Congresso, “A Poesia Vivida”, tendo como mediadores os mineiros Ronaldo Werneck e Márcio Borges. O Grupo carioca “Poesia Simplesmente” encerrará os trabalhos da primeira noite, apresentando o espetáculo “Affonso Romano, retrato de um poeta”.

A partir da manhã de terça-feira, dia 04, até a sexta-feira à noite, os poetas desenvolverão intensa atividade nas escolas do município e no espaço cultural da Fundação Casa das Artes, além de apresentarem recitais em entidades como o Lar do Ancião, Centro de Atendimento Psico-Social, Biblioteca Pública Castro Alves, Presídio Municipal e Hospital Tachini.

Entre os vários poetas que se apresentarão em recitais, destacam-se: Tanussi Cardoso, Brenda Mars, Mano Mello, Jiddu Saldanha, Eduardo Tornaghi, Renato Gusmão, Rui do Carmo, Edmilson Martins, Dalmo Saraiva, Glauter Barros, Telma da Costa, Cláudia Gonçalves, May Pasquetti, Rodrigo Mebs, Ricardo Reis, Flávio Pitinici, Silvio Ribeiro de Casto, Laura Esteves, Jorge Ventura, Angela Carrocino, Eugênia Loretti, Artur Gomes e o Grupo Tatamirô.

Na noite do dia 07, o escritor e letrista Márcio Borges, parceiro de Milton Nascimento, falará sobre a trajetória e a importância do Clube da Esquina na historia da música popular brasileira, tendo como debatedores Affonso Romano de Sant’Anna e Ronaldo Werneck. Já o poeta Colmar Duarte, o criador da Califórnia da Canção Nativa, falará sobre a poesia gaúcha, tendo como debatedor Omair Trindade.

No decorrer da semana, estão previstas sessões de autógrafos dos seguintes escritores: Affonso Romano de Sant’Anna (“Ler o Mundo” e “Sísifo desce a montanha”) e Marina Colasanti (“Passageira em Trânsito”), na Livraria Paparazzi; Airton Ortiz (“Havana”) e Ronaldo Werneck (“Há Controvérsias 2”), na Livraria do Maneco; Márcio Borges (“Os Sonhos Não Envelhecem” e “O Canto do Pássaro-preto” – Poemas e Letras de Paul McCartney”) na Livraria Aquarela. Também serão lançados os volumes 13 e 14 da “Antologia Poesia do Brasil” e o volume 8 de “Poeta, Mostra a tua Cara”, publicações oficiais do evento.

Prioridade para as escolas
           
Trinta e duas escolas do município participarão do evento deste ano, recebendo os poetas em suas dependências, e doze delas deslocarão alunos para participar de atividades que acontecerão nas dependências do Auditório da Escola General Bento Gonçalves da Silva e na Fundação Casa das Artes.

Entre os principais projetos que tradicionalmente compõem a programação oficial do evento, destacam-se: “Poesia na vidraça” (que começa a ser executado no dia 27 de setembro, e consiste na utilização das vitrines das lojas do centro da cidade para exposição de poemas de autores brasileiros); “Poesia numa hora dessas?” (quando poetas apresentam recitais em repartições públicas e privadas); “Uma idéia tece a outra” (realizado na Biblioteca Municipal e que consiste no “empréstimo” de um poeta a uma turma de alunos), além das tradicionais rodas de poesia na Via del Vino.

Promovido pela Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves, através da Secretaria Municipal de Cultura, o Congresso é realizado pelo Proyecto Cultural Sur/Brasil, com apoio da Câmara Municipal de Vereadores e Sindilojas.
Agradecemos a divulgação.

Ademir Antonio Bacca
Coordenador Geral do Evento

Maiores informações:
Fone: 54-8123-0034

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

boca do inferno



 injúria secreta


suassuna no teu corpo
couro de cor compadecida
ariano sábio e louco
inaugura em mim a vida

pedra de reino no riacho
gumes de atalhos na pedreira
menina dos brincos de pérola
palavra acesa na fogueira

pós os ismos tudo é pós
na pele ou nas aranhas
na carne ou nos lençóis
no palco ou no cinema
o que procuro nas palavras
é clara quando não é gema

até furar os meus olhos
com alguma cascata de luz
devassa em mim quando transcende
lamparina que acende
e transforma em mel o que antes era pus


arturgomes
http://pelegrafia.blogspot.com

obs.: do livro inédito Juras Secretas, este poema será lançado na Antologia Poetas do Brasil – volume 13 na semana de 3 a 8 de outubro d 2011 na programação do XIX Congresso Brasileiro de Poesia, em Bento Gonçalves-RS

TV Câmara promove concurso de produção de documentários

A TV Câmara quer mostrar o olhar da sociedade sobre a vida política do País.
Por meio do 1º Concurso de Produção de Documentários, a TV vai selecionar três projetos inéditos de documentários brasileiros. Cada um receberá R$ 110 mil da Câmara para a produção. As inscrições vão até o dia 26 de setembro.

Na primeira fase, serão selecionados nove projetos, três em cada área temática: representatividade eleitoral; mobilização social; e ética. Os nove diretores escolhidos virão a Brasília defender sua proposta de documentário perante a Comissão Especial de Licitação, respondendo a questões relacionadas à técnica, criação artística, produção, cronograma e finanças.

Segundo o diretor da TV Câmara, Frederico Campos, a ideia é trazer para a programação da TV uma visão de fora sobre os assuntos mais correntes no Congresso. "Os diretores terão liberdade para dar o enfoque mais adequado para o tema, e a Câmara irá custear os três projetos mais originais."

Inscrições pelos Correios

As inscrições podem ser feitas somente pelos Correios, e estão abertas a pessoas jurídicas brasileiras. Os documentários deverão ter entre 40 e 55 minutos e serão destinados à veiculação na TV Câmara por período indeterminado. Veja mais detalhes no edital publicado no site da Câmara.

Para o coordenador de documentários da TV Câmara, Dulcídio Siqueira Neto, o concurso é uma forma de aumentar a diversidade na produção audiovisual nacional, gerando, assim, emprego e conhecimento.

"Se você tem uma única empresa que produz tudo que coloca no ar, você tem
uma coisa centralizada"
, explica. "Se você tem diversas empresas fazendo, você aumenta a quantidade de pessoas trabalhando, aumenta a diversidade".

O edital completo está disponível, em PDF, no endereço
http://www.camara.gov.br/Internet/Diretoria/Demap/Licitacoes/SECPL/Conc1_11.pdf

sábado, 10 de setembro de 2011

Carlos Lamarca na SEARJ - 16 setembro


Escrito por  Redação Rede Democrática
Lamarca
Dia 17 de setembro de 1971 nosso capitão Carlos Lamarca foi assassinado juntamente com o guerrilheiro Zequinha Barreto, no centro-oeste baiano.

Agora, 40 anos depois, será realizado um ato político no povoado de Pintada, exatamente no local do crime, onde foi feito um memorial inaugurado em 2007. Vários ônibus vão partir de Salvador, de São Paulo e de outras cidades em direção à Bahia. Será realizado um ato em Pintada e visita ao Santuário dos Mártires, no local onde Lamarca e Zequinha foram assassinados.

Nós, aqui no Rio de Janeiro, não queremos deixar que esta data passe em branco. Para isso estamos organizando um ato público na véspera, sexta-feira 16 de setembropróximo, a partir das 18:30 horas, na sede da SEAERJ ( Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro), localizado na Rua do Russel número 1, na Glória- quase em frente a uma das saídas do metrô Glória.

Será exibido um filme realizado na Bahia, documentário com depoimentos de vários companheiros diretamente envolvidos na guerrilha do centro-oeste da Bahia, como nosso João Lopes Salgado e Odorico Barreto (cópias do DVD estarão à venda pelo preço de custo da reprodução).

Vários companheiros já confirmaram presença.
Esquecer jamais. Companheiros Carlos Lamarca, Zequinha Barreto, Otoniel Barreto, Yara Iavelberg, Luiz Fernando Santa Bárbara: PRESENTES.

Ousar lutar, ousar vencer.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

gregório bezerra: presente


A Casa da América Latina, convida


Debate de lançamento das Memórias, de Gregório Bezerra
13/09 | 10h - Rio de Janeiro (RJ) 
Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ
Largo São Francisco, 01 – Centro
Debate com Anita Leocadia Prestes (PPGHC/UFRJ e ILCP), Ivan Pinheiro (PCB), Joba Alves (MST) e Leonilde Servolo de Medeiros (CPDA/UFRRJ).

Realização: Arquivo da Memória Operária do Rio/UFRJ, Instituto Luiz Carlos Prestes, Programa de Pós-Graduação em História Comparada/UFRJ e Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia/UFRJ.
Apoio: Boitempo Editorial


14/09 | 18h - São Paulo (SP)
Sala 8 - Filosofia - FFLCH/USP
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária - (11) 3091-8592 begin_of_the_skype_highlighting            (11) 3091-8592      end_of_the_skype_highlighting
"Gregório Bezerra e a história do comunismo no Brasil" – integrando a programação do IV Colóquio Marx e os Marxismos
Debate com Antonio Carlos Mazzeo (Unesp e PCB), Francisco de Oliveira (USP), João Quartim (Unicamp) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

Realização: Laboratório de Estudos Marxistas da Universidade de São Paulo (LeMarx-USP) e Boitempo Editorial.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

cine café às 7 - sesc campos

e por falar em trabalho escravo


Tecidos sobre a pele

Terra,
antes que alguém morra
escrevo prevendo a morte
arriscando a vida
antes que seja tarde
e que a língua
da minha boca
não cubra mais tua ferida

entre/aberto
em teus ofícios
é que meu peito de poeta
sangra ao corte das navalhas
e minha veia mais aberta
é mais um rio que se espalha

amada de muitos sonhos
e pouco sexo
deposito a minha boca no teu cio
e uma semente fértil
nos teus seios como um rio
o que me dói é ter-te
devorada por estranhos olhos
e deter impulsos por fidelidade

ó terra incestuosa
de prazer e gestos
não me prendo ao laço
dos teus comandantes
só me enterro à fundo
nos teus vagabundos
com um prazer de fera
e um punhal de amante

minha terra
é de senzalas tantas
enterra em ti
milhões de outras esperanças
soterra em teus grilhões
a voz que tenta – avança
plantada em ti
como canavial que a foice corta
mas cravado em ti
me ponho a luta
mesmo sabendo  - o vão
estreito em cada porta

usina
mói a cana
o caldo e o bagaço
usina
mói o braço
a carne o osso
usina
mói o sangue
a fruta e o caroço
tritura suga      torce
dos pés até o pescoço

e do alto da casa grande
os donos do engenho controlam
: o saldo e o lucro

arturgomes

obs.: publicado originalmente em 1985 no livro Suor & Cio, este poema será lançado na Antologia Poetas do Brasil - volume 13 na semana de 3 a 8 de outubro dentro da programação do XIX Congresso Brasileiro de Poesia