terça-feira, 2 de agosto de 2011

SESI Cultural Apresenta nesta Sexta: "A Descoberta das Américas" - Prêmio Shell de Melhor Ator




A Descoberta das Américas


Prêmio Shell de melhor ator para Julio Adrião
A comédia apresenta a trajetória de Johan Padan, um malandro que ao embarcar por acaso em uma das Caravelas de Cristovão Colombo, vive grandes aventuras em meio à descoberta do Novo Mundo.


Texto original: Dario Fo
Tradução e adaptação: Alessandra Vannucci e Julio Adrião
Direção: Alessandra Vannucci
Performance: Julio Adrião
Produção executiva: Thais Teixeira
Data: 5/08
Horário: 20h
Ingressos: R$ 15,00 (inteira) / R$ 7,50 (meia)
Classificação: 14 anos

“A Descoberta das Américas é uma
pequena obra de ourivesaria” – Barbara Heliodora

Um dos maiores sucessos da década, a premiada ‘A Descoberta das Américas’, com Julio Adrião, em única apresentação no Teatro SESI de Campos! Ingressos populares!

Um dos maiores sucessos teatrais da primeira década de 2000, A Descoberta das Américas, de Dario Fo, direção de Alessandra Vannucci, continua navegando no talento do ator Julio Adrião mundo adentro, Brasil afora, mas também com tempo para aportar no Rio de Janeiro. Por isso, comemorando seis anos de itinerância, a montagem estará em cartaz no 05 de agosto às 20h, no Teatro SESI Campos. A Descoberta das Américas já passou a casa das 400 apresentações para um público superior a 250 mil pessoas que se divertiram e emocionaram com a história de Johan Padan, sujeito que conta com admirável maestria os fatos que se sucederam lá pelos idos de 1492, quando, por acaso, ele embarcou em Sevilha numa caravela de Cristóvão Colombo. Assim começa a testemunhar a saga de índios e colonizadores de um modo bem particular, digamos. É um tal de entrar em navio errado, domar cavalo bravo, escapar de virar sopa de índio antropófago, engambelar espanhol metido a esperto, que só vendo, tudo num incontável mix de sotaques, mímicas e interpretações do ator Julio Adrião.  

Para usar um termo da crítica Barbara Heliodora, o espetáculo teatral A Descoberta das Américas é uma “pequena obra de ourivesaria”. O texto da especialista corrobora com outros tantos, colecionados ao longo da carreira da peça. Em 2005, ano da estréia, o espetáculo foi vencedor do Prêmio Shell de melhor ator e, em seguida,  eleito pelo Jornal O GLOBO-RJ uma das 10 melhores peças do ano. Entre diversas apresentações em festivais no Brasil e exterior  o ator Júlio Adrião cumpriu em 2010 circulação com Patrocínio da BR Petrobras Distribuidora e Governo Federal através da Lei Rouanet,  passando por, Belém, Cuiabá, Maceió, Aracajú, Campina Grande e Mossoró. A Descoberta das Américas representou o Brasil no FITEI, Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica e antes disso, brilhou no festival MITO, realizado na cidade de Oieiras, onde arrancou aplausos ininterruptos durante 10 minutos. Da cidade lusitana saiu com outro convite para 2010, o festival MindelAct em Cabo Verde.

Segundo Adrião, ”’A descoberta das Américas’ me levou a descobrir o Brasil e, mais recentemente, Portugal, abrindo nossas portas para Cabo Verde, Angola, Moçambique e Macau para 2011, fazendo agora o caminho de volta das grandes descobertas”.


Sinopse
Um Zé ninguém chamado Johan, rústico, malandro e fanfarrão, que se vira contando vantagens, sempre em fuga da fogueira da Inquisição, embarca em Sevilha numa das Caravelas de Cristovão Colombo. No Novo Mundo, o nosso herói sobrevive a um naufrágio, testemunha a matança, aprende a língua dos nativos, é preso, escravizado e quase engolido pelos índios antropófagos. Safa-se fazendo “milagres” com alguma técnica e uma boa dose de sorte. Venerado como Filho da Lua, ele treina e guia os índios num exército de libertação que acaba caçando os espanhóis invasores.

Concepção
Um ator só em cena, sem aparato (cenário, figurino, iluminação e até texto são reduzidos ao mínimo), atua num estado essencial, de emergência. O protagonista da Descoberta, acossado por uma cruel economia da fome que o faz engenhoso, quer sobreviver justamente para narrar sua história. Para dar vida a todos os personagens - índios, espanhóis, cavalos, galinhas, peixinhos, Jesus e Madalena - ele estabelece um pacto de cumplicidade com os espectadores. Cria com eles um código gestual, mímico e sonoro que substitui paulatinamente a fala. Cada detalhe provoca a lembrança do seguinte, como numa história contada de improviso e pela primeira vez. O desafio do ator é achar a forma, a cada noite, de jogar com a platéia e faze-la jogar junto. Jogar como? Decodificando cada imagem, cada som que o ator sugere. É o teatro em sua essência: uma ilusão de realidade que o ator projeta no espaço da cena e o público “vê”. Por isso, o espectador è indispensável nesse jogo.


Currículos
Dramaturga e diretora, Alessandra Vanucci é formada pela Universidade de Bologna e tem doutorado pela PUC-RJ. Trabalha nos dois países: Itália e Brasil. Adaptou e dirigiu A morte da sacerdotisa, de Durenmatt (1999), Ruzante, de Beolco (com Sidnei Cruz e Cia. do Publico, 2002); Ludwig e as irmãs, de Th. Bernhardt (com Mauricio Parroni, 2003); A descoberta das Américas, de Dario Fo (2005), Pocilga, de P.P. Pasolini (2006) e Heroi (2007). Para o Instituto Italiano di Cultura do Rio de Janeiro realizou eventos multimídia, entre os quais Brasil Mediterrâneo (2004) e Infinitos universos e mundos (2005). Na Itália, para o Teatro Cargo, escreveu Partenze (2004), Sudore (2005), Vola colomba! (2006), Mercenari SPA (2006) e Il naso di Darwin (2007). Dirigiu I Magi (2005) para o Teatro dell’Opera Carlo Felice de Gênova. Para o Festival Mantova Teatro & Biennale de Veneza dirigiu Arlecchino all’inferno (2007). Ainda em 2007, dirigiu Herói (com Nicola Siri, Gênova-Rio de Janeiro 2007/08), A ronda (2009, com estreia no Festival de Curitiba). Vannucci dirige projetos de teatro e cidadania em presídios e bairros desfavorecidos de diversas cidades italianas. Atualmente está em cartaz com o espetáculo Náufragos.

Julio Adrião, 1960, é carioca, ator, produtor e diretor teatral. Formado pela CAL em 1986, trabalhou seis anos na Itália com o Teatro Potlach e outras companhias.  De volta ao Brasil, em 94, dirigiu o espetáculo de circo-teatro Roda saia, gira vida do Teatro de Anônimo - Prêmio Mambembe de melhor espetáculo 1995 - e a ópera cômica O elixir de amor, de Donizetti, na escola de música da UFRJ, com direção musical de Ernani Aguiar. Integrou o trio cômico Cia. do público desde a sua formação até 2002, quando realizaram Ruzante. Nesta ocasião, criou com Sidnei Cruz e Alessandra Vannucci o núcleo de produção leões de circo pequenos empreendimentos. Em 2005, com o solo A Descoberta das Américas, de Dario Fo, ganhou o Prêmio Shell/RJ de melhor ator. Desde então foram mais de 400 apresentações, para mais de 100.000 pessoas em 20 estados brasileiros, Portugal e Itália. Em 2007, participou da minissérie Amazônia, da Rede Globo, no papel de Távora – professor de Chico Mendes criança. Em 2008 participou do Filme Verônica, de Maurício Farias, no papel do traficante Rui e, em 2009, foi convidado pela NatGeo (Inglaterra) para o papel do traficante John, na série Locked up abroad – Brazil. 

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