sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Projeto Matrizes que Fazem gera renda com artesanato afro


A equipe do projeto social Matrizes que Fazem–Geração de Renda , do município fluminense de São Gonçalo, organizou, na última quinta-feira (dia 10), uma mostra do trabalho realizado pelo grupo no primeiro semestre deste ano. O projeto, desenvolvido pelo Egbe Ile Omidaye Ase Obalayo, Povos Tradicionais de Terreiro-Matrizes Africanas, beneficia, até o momento, cerca de 200 pessoas e, até o final do ano, o objetivo é chegar a 375 beneficiados.

Estiveram presentes à mostra o representante regional do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, André Diniz; e o diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Palmares, Alexandre Reis; além de representantes da Comissão Estadual de Gestores de Cultura ( Comcultura/RJ) e da Secretaria Municipal de Cultura de São Gonçalo. Durante a visita, André Diniz salientou a importância de projetos como este e acrescentou que a Fundação Palmares, vinculada ao Ministério, vem formulando políticas para os povos de terreiro.


Artesanato
O projeto, coordenado pela Iyalorixá Márcia d’Oxum, oferece dez oficinas profissionalizantes: tecelagem, costura, bordado, velas artesanais, bonecas banto, bijuterias, adereços, cerâmica, reutilização de materiais recicláveis e penteado afro. Os temas dos trabalhos são ligados principalmente às tradições e às técnicas afro-brasileiras. O objetivo do grupo é mostrar aos chamados povos do terreiro e à comunidade da região que é possível gerar renda através das tradições da cultura africana . Além das oficinas artesanais, são realizadas oficinas culturais, com aulas de capoeira, dança afro, coral, contos e lendas.


O Matrizes que Fazem é patrocinado pela Petrobras, em parceria com o Sebrae-RJ. Com a orientação dos técnicos do Sebrae , os alunos das oficinas profissionalizantes aprendem a montar seu próprio negócio e a fixar o preço adequado para seus produtos, garantindo o retorno do investimento. Os alunos podem fabricar o artesanato em casa ou nas instalações das próprias oficinas do terreiro. Com prazo previsto de dois anos, o projeto deverá beneficiar 750 pessoas até o final de 2012.


A produção do grupo vem sendo vendida através de feirinhas de artesanato e de encomendas pelo site www.matrizesquefazem.com.br . A intenção da equipe é negociar também espaços de venda no Mercadão de Madureira, na zona norte do Rio.

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